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Um Olhar Encantador sobre o Envelhecimento Ativo: ‘Harold and Maude’ / ‘Ensina-me a Viver’

Atualizado: 30 de jul. de 2023

Descubra a inspiradora jornada do filme "Ensina-me a Viver" (Harold and Maude) e como ele nos convida a refletir sobre o envelhecimento ativo. Através dessa emocionante história, exploramos a importância de viver plenamente, valorizar cada momento e abraçar a sabedoria que o envelhecimento pode nos proporcionar. Uma verdadeira celebração da vida em todas as idades!



um casal ao luar

Na década de 70, tive a oportunidade de assistir ao filme "Ensina-me a Viver" pela primeira vez. A história, que originalmente recebeu o nome de "Harold and Maude", encantou-me profundamente na época. Com meus 13 anos, não tinha a menor noção do que era o envelhecer, muito menos o conceito de envelhecimento ativo. Na verdade, eu e meus amigos acreditávamos que a juventude era uma realidade eterna e que viveríamos para sempre.


No entanto, algo peculiar aconteceu ao assistir a essa obra cinematográfica. Não foi o jovem protagonista, sem amor pela vida, que capturou minha atenção. Foi a adorável senhora interpretada magistralmente por Ruth Gordon, uma personagem que roubava árvores e escapava da polícia.


Naquele momento, tive uma ideia que me acompanhou por muito tempo: "Quando eu tiver 80 anos, terei meu primeiro namorado de 18 anos!" Hoje, olhando para trás, percebo a ingenuidade da juventude, mas essa lembrança ainda emociona e traz um sorriso ao meu rosto.


Neste post, quero compartilhar essa jornada inesquecível de descoberta e reflexão sobre o filme "Ensina-me a Viver".


Acompanhe-me nesta viagem.


A criação do roteiro (contém spoilers)


‘Harold and Maude’ é um roteiro da década de 70, inicialmente escrito para teatro, por Colin Higgins, que conta a história da improvável amizade e romance entre o jovem Harold e a excêntrica Maude. Embora poucas informações sejam atualmente vinculadas na internet, sabe-se que, na época, o espetáculo não teve muito sucesso, e inclusive, a criação do título como musical na Broadway na década de 80 foi encerrado somente após quatro apresentações. Porém é a comédia romântica, dirigida por Hal Ashby que nos chega à atualidade em forma de filme. E que aborda temas como envelhecimento ativo, relacionamento intergeracionais, mortalidade, mas, primordialmente, sobre o sentido da vida.


A história de Harold & Maude


A história conta a vida de Harold, um jovem adolescente obcecado pela morte e entediado pela vida, que vive em uma mansão com sua mãe socialmente ambiciosa. Seu hobby é inusitado, ele gosta de frequentar funerais de pessoas desconhecidas. E é em um destes funerais que encontra Maude, uma mulher de 79 anos, livre e cheia de energia.


Apesar da grande diferença de idade e personalidade, Harold e Maude desenvolvem uma amizade única e passam muito tempo junto. A filosofia de Maude ensina Harold a apreciar a beleza da vida.


O filme tem muitos momentos emocionantes e engraçados: as ‘mortes de Harold’, onde seu fascínio pela morte faz com que, frequentemente encene falsos suicídios; um encontro inusitado com um padre em um funeral de um desconhecido, que tenta consolá-lo achando ser parente do falecido; e as aulas de direção, onde Harold é orientado a ligar o carro e ‘seguir o coração’. Porém, entre todas as passagens engraçadas do filme, tem uma que, na minha opinião, representa um dos pontos altos da mensagem: o roubo de uma árvore!


Maude é uma ativista ambiental apaixonada e ao descobrir que uma árvore será cortada para dar espaço a um novo empreendimento, ela decide tomar uma atitude. Com a ajuda de Harold, Maude planeja uma operação para 'libertar' a árvore ameaçada. Eles conseguem derrubar a árvore que carregam com o objetivo de fazer o replante. Enquanto eles admiram o resultado de sua ação, são surpreendidos pela chegada da polícia. Com uma expressão de diversão e desafio, Maude agarra a mão de Harold e o puxa para uma emocionante perseguição com os policiais correndo atrás deles. Eles finalmente conseguem replantar a árvore com todo o cuidado.


Essa cena representa a essência do filme, com Maude ensinando Harold a valorizar a vida, a liberdade e a importância de lutar por aquilo em que se acredita. O roubo da árvore se torna um ato de resistência e amor pela natureza, trazendo à tona o espírito aventureiro e destemido de Maude.


A morte de Maude e a transformação de Harold


A morte de Maude é outro momento marcante. Tanto na peça, como no filme, Maude morre de uma forma autodeterminada. No entanto, a maneira exata como ela morre é interpretada de maneira sutil e poética, deixando espaço para diferentes interpretações. Durante o desenrolar da história, Maude revela a Harold que está prestes a completar 80 anos, e ela expressa seu desejo de deixar este mundo quando ela ainda se sente viva e plena. Assim, Maude escolhe ingerir uma dose letal de pílulas logo após seu aniversário de 80 anos. Apesar do aspecto questionável de sua escolha, Maude deixa a mensagem do quanto é importante viver plenamente e aproveitar cada momento da vida com autenticidade e paixão.

um adolescente e seu violão

A cena final nos mostra Harold e sua tristeza pela perda de Maude. Na cena do filme 'Ensina-me a Viver', Harold está no carro dirigindo em alta velocidade e se dirige para um precipício. Tudo parece indicar que ele está prestes a se matar, seguindo seu padrão de encenações macabras. No entanto, o que acontece é surpreendente, o carro cai do precipício, mas vemos Harold com seu violão, celebrando a vida. Ele compreende o verdadeiro significado da vida e a alegria em viver plenamente.


Seria Maude uma Adolescente Vintage?


Esta é uma pergunta difícil de responder, porém gostaria de fazer algumas conexões:


Maude é uma mulher idosa, vibrante e excêntrica no filme. Apesar de não ser uma adolescente no sentido literal, ela incorpora muitos aspectos que podem ser relacionados ao conceito de "adolescente vintage".


Espírito Livre e Não Conformista: Maude é conhecida por seu espírito livre, que a leva a viver a vida de forma autêntica, sem se preocupar com as convenções sociais. Ela veste roupas exuberantes, abraça uma atitude hippie e adota uma filosofia de vida despreocupada. Esse desapego às normas sociais é algo valorizado pelos que buscam se libertar das expectativas contemporâneas e abraçar uma individualidade única.


Apreciação do Passado: Maude vive intensamente o presente, mas também demonstra uma profunda apreciação pelo passado. Ela valoriza a história e a arte, encontrando beleza em coisas que outros poderiam considerar antiquadas ou ultrapassadas.


Valorização das Experiências Autênticas: Maude busca experiências significativas e autênticas em sua vida. Ela encontra beleza na simplicidade e na conexão com as pessoas e a natureza, priorizando as emoções genuínas em detrimento das aparências.


Filosofia Carpe Diem: Maude vive de acordo com o lema "carpe diem" - aproveitar o momento e viver a vida ao máximo. Essa filosofia de viver intensamente o presente e abraçar as oportunidades é uma mentalidade que ressoa com os adolescentes vintage, que também buscam extrair o máximo de suas vidas e experiências.



Observação importante: O texto de Colin Higgins, escrito na década de 70 e amplamente encenado no teatro em diversos países, aborda as decisões da personagem Maude em relação ao término de sua vida. É fundamental esclarecer que a correlação entre Maude e o conceito de Adolescente Vintage não está relacionada às suas escolhas finais. Pelo contrário, a intenção é ressaltar o aspecto positivo que seu conceito de vida deixou para Harold, destacando a importância do envelhecimento ativo e da valorização de cada momento. O filme "Ensina-me a Viver" nos convida a refletir sobre a beleza da vida e a importância de vivê-la com autenticidade, paixão e sabedoria, independentemente da idade.



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